Homenagem do LABMAP às turmas de Geologia de Campo.

GEOLOGIA DE CAMPO — EGE149

A disciplina Geologia de Campo constitui uma etapa fundamental na formação do estudante de Engenharia Geológica, pois introduz o discente à prática direta de observação, descrição, registro e interpretação do meio físico em seu contexto natural. No campo, a rocha deixa de ser apenas um objeto de estudo teórico e passa a ser compreendida como parte de uma paisagem, de uma história geológica e de um território. É nesse contato direto com os afloramentos que o estudante aprende a reconhecer litologias, estruturas, contatos geológicos, formas de relevo e relações espaciais que sustentam a construção do conhecimento geológico.

No âmbito do LABMAP — Laboratório de Cartografia e Mapeamento Geológico, a disciplina articula atividades de pré-campo, campo e pós-campo, integrando fundamentos teóricos, técnicas de observação, uso de mapas, geolocalização, caderneta de campo, croquis, fotografias, coleta de amostras, medidas estruturais, perfis geológicos e organização de dados. Essa sequência didática permite que o estudante desenvolva autonomia para planejar uma atividade de campo, registrar informações com clareza, interpretar evidências naturais e transformar observações pontuais em produtos técnicos, como mapas, perfis, relatórios e o próprio acervo físico e digital do LabMAP.

A Geologia de Campo também possui uma dimensão formativa mais ampla. Ela ensina o estudante a olhar geologicamente para a paisagem, a reconhecer os limites da interpretação, a trabalhar em equipe e a produzir conhecimento com rigor, responsabilidade e rastreabilidade. Por isso, a disciplina funciona como uma introdução metodológica às práticas profissionais da Engenharia Geológica, preparando o discente para unidades curriculares posteriores, especialmente aquelas ligadas ao mapeamento geológico, à cartografia, à análise estrutural e à integração regional dos dados de campo.

Na proposta didática da disciplina, os ambientes visitados são compreendidos como “janelas do tempo geológico”: locais onde os registros da história da Terra podem ser observados diretamente por meio das rochas, estruturas e paisagens. Assim, cada afloramento, perfil ou amostra representa uma oportunidade de leitura do tempo profundo, permitindo ao estudante relacionar processos como sedimentação, magmatismo, metamorfismo, deformação, intemperismo e erosão. Dessa forma, a disciplina aproxima o estudante da essência da prática geológica.

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