Caderneta
É onde registramos observações, medidas, croquis, pontos, numeração das fotografias e hipóteses durante o trabalho.
01 · Preparação
Nosso trabalho de campo começa antes do deslocamento. Antes de chegar ao primeiro afloramento, precisamos ter claros o objetivo do dia, o roteiro, os materiais, a localização, a segurança e a organização da equipe.
As marcações ficam salvas neste aparelho enquanto o navegador mantiver os dados locais.
02 · Instrumentos
O conjunto de materiais varia conforme o objetivo de cada atividade. Abaixo estão os itens que utilizamos com mais frequência nas nossas práticas de Geologia de Campo e mapeamento.
É onde registramos observações, medidas, croquis, pontos, numeração das fotografias e hipóteses durante o trabalho.
Usamos para orientação espacial e para obter medidas estruturais quando a atividade exigir.
Usamos para relacionar cada observação ao território e controlar nossos pontos e caminhamentos.
Usamos para observar minerais, grãos, texturas e pequenos detalhes da rocha.
Usamos somente quando previsto e tecnicamente adequado, inclusive para expor uma superfície fresca ou coletar amostras.
Usamos para medir dimensões e espessuras e também como referência de tamanho no registro fotográfico.
Usamos para preservar a relação entre a amostra, o ponto de origem e o registro de campo.
Ao fotografar, mantenha a imagem vinculada ao ponto, à orientação e à descrição correspondente.
Inclui vestuário, calçado, chapéu, água, proteção solar e outros itens definidos conforme o ambiente e o planejamento.
03 · Sequência de trabalho
Esta é a sequência que vamos usar para organizar nosso raciocínio e nossas ações em campo.
Objetivo, área, acesso, equipe, materiais e segurança.
Reconhecer onde a observação está sendo realizada e criar um ponto rastreável.
Reconhecer o afloramento em diferentes escalas e identificar evidências.
Transformar o observado em linguagem geológica clara e factual.
Obter as grandezas pertinentes ao objetivo: orientação, atitude, dimensão, distância ou espessura.
Vincular caderneta, fotografia, croqui, medidas e identificação do ponto.
Quando previsto, selecionar e acondicionar material sem romper a rastreabilidade.
Relacionar evidências e hipóteses progressivamente, sem apagar a distinção entre observação e interpretação.
04 · Em frente ao afloramento
Em nossas atividades, o ponto geológico organiza a relação entre o lugar, aquilo que observamos e o registro que produzimos.
Comece pelo conjunto. Depois aproxime a escala de observação.
Não deixe para completar depois confiando apenas na memória. O registro deve acompanhar a observação.
05 · Segurança e conduta
A segurança faz parte do nosso método desde o planejamento. Não é um assunto separado da atividade nem algo que discutimos apenas depois de um problema.
Perigo é uma fonte ou situação com potencial de causar dano. Risco envolve a possibilidade de dano quando há exposição ao perigo.
Em nossas atividades, precisamos reconhecer os perigos, avaliar a exposição e adotar medidas de controle compatíveis com o local e com o trabalho que será realizado.
06 · EGE149 no território
As áreas que visitamos fazem parte de uma sequência pedagógica. Em cada região, trabalhamos procedimentos específicos e entramos em contato com registros distintos da história geológica.
Janela: Supergrupo Espinhaço.
Ênfase didática: postura em campo, geolocalização, caderneta, croquis, bússola, medidas estruturais, caminhamento e perfis de detalhe.
Janela: terrenos de embasamento arqueano/paleoproterozoico.
Ênfase didática: rochas ígneas e metamórficas, descrição macroscópica, estruturas, amostragem, bússola, martelo e controle cartográfico.
Janela: unidades neoproterozoicas associadas aos grupos Macaúbas e Bambuí.
Ênfase didática: metassedimentos, contatos litológicos, acamadamentos, estruturas associadas e integração com as janelas anteriores.
07 · Depois do retorno
Quando voltamos do campo, o trabalho continua. Precisamos organizar o material produzido para que pontos, fotografias, medidas, amostras e interpretações permaneçam coerentes entre si.
Pontos, caderneta, fotografias, coordenadas, medidas e amostras devem permanecer relacionados entre si.
Mapas, perfis, tabelas, descrições e relatórios representam etapas posteriores da mesma atividade de campo.
Há pontos sem fotografia? Fotos sem identificação? Amostras sem vínculo?
Padronizar códigos, arquivos, caderneta e tabela de pontos.
Atualizar mapa, perfil, croqui ou outra representação pertinente.
Reavaliar hipóteses à luz do conjunto dos pontos e reconhecer lacunas.
Quando necessário, transformar dúvidas e lacunas em novos objetivos verificáveis.
08 · Volta ao Campo
Nosso cronograma prevê um último Dia de Campo que chamamos de Volta ao Campo. Essa atividade tem caráter mais regional e é organizada a partir do que identificamos depois dos campos anteriores.
Antes de sair novamente, observamos quais dados estão completos e quais pontos ainda precisam de conferência ou complementação.
As necessidades aparecem durante a organização pós-campo: contatos pouco claros, medidas ausentes, descrições que precisam ser revistas ou relações que ainda não conseguimos fechar.
O roteiro desse dia é construído com base nas necessidades observadas pelos próprios alunos e no que ainda precisamos completar para o Relatório Final de Campo.
Nesse último campo, retomamos áreas e relações geológicas de forma mais integrada, buscando conectar os diferentes pontos e regiões já estudados.
Voltamos ao campo para responder perguntas concretas, completar dados e fortalecer a base utilizada na elaboração do Relatório Final de Campo.
09 · Base documental
Este guia reúne e organiza conteúdos que trabalhamos na disciplina, apoiados nas referências indicadas abaixo. Para aprofundar procedimentos específicos, consulte as fontes completas.
Serviço Geológico do Brasil — CPRM. MEDEIROS, V. C.; ROSA-COSTA, L. T. (orgs.). Guia de Procedimentos Técnicos: Cartografia Geológica. Volume 1. Brasília, 2020.
COE, A. L. (ed.). Geological Field Techniques. Wiley-Blackwell / The Open University, 2010.
LISLE, R. J.; BRABHAM, P. J.; BARNES, J. W. Basic Geological Mapping. 5th ed. Wiley-Blackwell, 2011.
TEIXEIRA, L. G. P.; ABREU, A. E. S. Conceitos básicos sobre segurança em trabalhos de campo para cursos de graduação em Geologia e Engenharia Geológica. Terræ Didatica, 13(3), 2017.
UFVJM · ICT · Engenharia Geológica. EGE149 — Geologia de Campo — G262 — planejamento e cronograma pedagógico 2026/2.